Arquivos Diários: Outubro 25th, 2007

Él camina despacito que las prisas no son buenas
En su brazo dobladita, con cuidado la chaqueta
Luego pasa por la calle dónde los chavales juegan
Él también quiso ser niño pero le pilló la guerra.

Soldadito marinero conociste a una sirena
de esas que dicen te quiero si ven la cartera llena
Escogiste a la más guapa y a la menos buena
Sin saber como ha venido te ha cogido la tormenta

Él quería cruzar los mares y olvidar a su sirena
la verdad, no fue difícil cuando conoció a Mariela
que tenía los ojos verdes y un negocio entre las piernas
hay que ver que puntería, no te arrimas a una buena.

Soldadito marinero conociste a una sirena
de esas que dicen te quiero si ven la cartera llena.
Escogiste la más guapa y a la menos buena
Sin saber como ha venido te ha cogido la tormenta

Después de un invierno malo, una mala primavera
dime por que estas buscando una lágrima en la arena.

(Uma recomendação de alguém… que quero partilhar.)

Pensar que temos o mundo ao contrário… já te aconteceu? Alguma vez perguntaste porque raio tudo acontece ao mesmo tempo, rápido, sem que tenhas tempo de assimilar o como, o quando e principalmente o porquê? Por vezes sinto que o mundo anda mais depressa e que as acções e os pensamentos não me acompanham. Mas porque raio não nos explicam que não devemos fazer algo que irá desencadear outra coisa qualquer… que não nos é especialmente favorável? Devíamos ser avisados do futuro, para vivermos o presente.Sim, vi o filme, “the butterfly effect”… o bater das asas de uma borboleta pode desencadear um tornado do outro lado do mundo. A teoria do caos.  Mas fez-me pensar na utopia que é, podermos recuar, para corrigir erros ou simplesmente acções que cometemos no passado, mudando o presente. Já viste? Era algo do género: não uses essa faca porque te vais cortar! E então nós não usávamos a faca… comíamos a maçã com casca.  Em coisas mais sérias seria: não tomes essa atitude, porque vai prejudicar a tua vida inteira. Infelizmente ou talvez felizmente, não temos essa oportunidade. Só vivemos uma vez o presente e temos de tomar atitudes ou fazer coisas, desconhecendo o que desencadeiam. Seria bom para evitar desastres, mas por outro lado não teríamos algo que nos move: desconhecer o que vem a seguir. É como estarmos a ver um filme e não podermos avançar para a frente no dvd. E não será por a vida ser um mistério em si própria, por tudo poder mudar numa questão de segundos, que vale a pena viver, para descobrir?  Será que se conseguíssemos mudar o passado para escolher o presente, não seria tudo uma grande confusão, metíamos os pés pelas mãos, e andávamos um pouco mais perdidos do que já estamos? O que nos parece bem ou mal hoje, amanhã pode não parecer e então nunca sentiríamos o prazer de descobrir por nós próprios que a vida vale a pena ser vivida precisamente por não fazermos a mínima ideia do que raio está para vir. E o que nos parece improvável pode acontecer e o que nos parece certo pode nunca estar. Veremos, quando chegar a hora.

Shakespeare escreveu: “ Beijos não são promessas, presentes não são contratos, não importa o quanto te importas, algumas pessoas simplesmente não se importam e não interessa em quantos pedaços o teu coração se tenha partido, o mundo não pára para que tu o repares.”Aprende-se e cresce-se muito mais na dor do que na alegria. Quando estamos alegres, não direi felizes, porque como um amigo uma vez me disse, nunca ninguém é completamente feliz. Às vezes estamos optimistas, diria. Outras (se calhar a maioria) pessimistas e tristes com tudo e com todos. A felicidade não existe, existem momentos felizes que ficam sempre guardados na memória e no coração. Também dizem que o tempo apaga tudo. Mas eu não concordo, porque tudo o que é verdadeiro, fica para sempre. Aprendi há algum tempo que na tristeza, tenho sempre um melhor amigo, alguém que me recebe sempre com alegria e que fica sempre comigo. Que sente quando estou triste, sem eu ter de lho dizer, e que nesses momentos vem para junto de mim e pousa a sua cabeça nos meus joelhos, olhando com o dócil olhar que só um cão pode ter. O meu é um lindo retrevier do labrador, com 30 kg de peso e toneladas de meiguice. Aprendi que o ser humano é todo igual e tem as mesmas necessidades. O que muda é a forma como expressamos a vontade e os sentimentos, como expressamos a vida, a alma e nessa forma de existirmos, somos seres únicos e insubstituíveis e diferentes de todos os outros. Nunca devemos prometer o que não podemos cumprir e só devemos dizer aquilo que realmente sentimos. Há sentimentos que escondemos, numa tentativa vã de nos enganarmos a nós mesmos. Onde estão aqueles que pensamos esquecidos, os que se guardam num canto escondido do coração. E que não nos atrevemos a abrir. Ou a questionar. Às vezes penso que o silêncio diz mais do que muitas palavras, e que não precisamos de dizer o que é evidente. Mas porque será que se sente aquela necessidade urgente de nos expressarmos, com medo que os outros não saibam o que vai cá dentro? O mesmo amigo falou-me de uma história de Neruda que fala sobre dois amigos que estão todos os dias no mesmo bar, não para conversarem, mas para sentirem a presença um do outro, sem ser preciso palavras. E por vezes, quando (não) falamos, lembro-me sempre da história de Neruda – não é preciso palavras porque tu estás aí, e isso basta.Muitas vezes é preciso abdicar do que julgamos ser importante, simplesmente porque algumas coisas não são tão importantes quanto pensamos. Devemos sempre sonhar, acreditar e ter força para mudar, para não afastarmos aqueles que são especiais do nosso caminho. Sonhar apesar das desilusões, caminhar apesar dos obstáculos, lutar apesar das barreiras, acreditar, acima de tudo. A humildade, sinceridade e a bondade são qualidades difíceis de encontrar. Agradeço às pessoas que são assim na minha vida, e mesmo que eu esteja distante de uma delas, em especial, nunca a esquecerei. E acredito que o acaso não existe, tudo tem uma razão de ser. Por mais estranho que nos pareça.Devemos sempre respeitar os sentimentos e decisões dos outros, mesmo que isso implique um afastamento. A vida é feita de ciclos – que têm um princípio e um fim. Nunca estamos certos o suficiente para pensarmos que nunca mudaremos de opinião. O que é hoje, pode não ser amanhã. E o amanhã pode não chegar.O tempo e as regras não existem… somos nós que os fazemos. E as lágrimas mais importantes não são as que derramam os nossos olhos, mas aquelas que saem do coração. Aquelas que calamos no silêncio de um olhar cheio de lágrimas ocultas. Quando não podemos mudar o que pensamos estar errado. Quando contemplamos impotentes a dor, a perda, o desamor.Aprendi a perceber que a maioria das vezes estamos errados…