Arquivos Mensais: Dezembro 2007

No sé pensar si no te veo,
no puedo oír si no es tu voz,
en mi soledad
yo te escribo y te entrego
en cada beso el corazón.
Ohh

Se apaga el sol en mi ventana
y hace tiempo que ya no sé de ti,
dime cómo te ha ido,
si también estás sola
y si piensas en mí,
sigo aquí.

En todas las palabras, mil caricias y miradas,
tú me dabas lo que nadie me dio en mi vida.

Tu recuerdo me consuela, me desvela ,
me envenena tanto cada día.
¿Qué harías si te pierde este pobre corazón?

Y no me crees cuando te digo que la distancia es el olvido,
no me crees cuando te digo que en el olvido estoy contigo aunque no estés,
y cada día, cada hora, cada instante pienso en ti y no lo ves,
no me crees…

No sé soñar si no es contigo,
yo sólo quiero volverte a ver
y decirte al oído todo lo que te he escribo en este papel,
entiéndeme.

En todas las palabras, mil caricias y miradas
tú me dabas lo que nadie me dio en mi vida.

Tu recuerdo me consuela, me desvela ,
me envenena tanto cada día.
¿Qué harías si te pierde este pobre corazón?

Y no me crees cuando te digo que la distancia es el olvido,
no me crees cuando te digo que en el olvido estoy contigo aunque no estés,
y cada día, cada hora, cada instante pienso en ti y no lo ves.

Y no me crees cuando te digo que no habrá nadie que te quiera como yo,
cuando te pido que en el olvido no me dejes sin razón,
entretenerme en el recuerdo es el remedio que me queda de tu amor.

Y si me entrego a ti sincero
y te hablo al corazón
espero que no me devuelvas un adiós.

Y no me crees cuando te digo que la distancia es el olvido,
no me crees cuando te digo que en el olvido estoy contigo aunque no estés,
y cada día, cada hora, cada instante pienso en ti y no lo ves.

Y no me crees cuando te digo que no habrá nadie que te quiera como yo,
cuando te pido que en el olvido no me dejes sin razón,
entretenerme en el recuerdo es el remedio que me queda de tu amor.
No me crees…

Life is not measured by the number of breaths we take, but by the number of moments that take our breath away…

Faith:

Is being sure of what you hope for and certain of what you do not see.

Love:

Love is patient, love is kind… it always protects, always trusts, always hopes, love never fails.

Hope:

Rejoice in our suffering, suffering produces preserverance, perserverance – character, and character hope.

Wisdom:

Ask and it will be given, seek and you will find…

Believe:

All things are possible if you believe.

Truth:

Let us love, not in word or speech, but in truth and action.

Keep your eyes on the stars, and your feet on the ground.

Let go of the past and go for the future. Go confidently in the direction of your dreams. Live the life you imagined.

You will never do anything in this world without courage. It is the greatest quality of the mind next to honor.

Change is the essence of life. Be willing to surrender what you are, for what you could become.

Visualize your dreams and make them happen.

Destiny is not a matter chance, it is a matter of choice.

There is in this world no greater force than the force of a man determined to rise.

The floods came, and the winds blew, and beat upon that house; and it fell not: for it was founded upon a rock.

Have the vison to see the ordinary.

Love does not consist of gazing at each other, but in looking outward together in the same direction.

The block of granite which was an obstacle on the path of the weak, becomes a stepping stone in the path of the strong.

The greatest waste in the world is the difference between what we are and what we could become.

 The greater the adversity, the brighter the light of opportunity.

The fundamentals of a person are not in substance, but in spirit.

Calmness of mind is one of the wonderful jewels of knowledge.

Follow your heart and uncover new horizons.

Seek always, for by looking for one thing you will surely find another – this is the path to wisdom.

Sentir em nós
Sentir em nós
Uma razão
Para não ficarmos sós
E nesse abraço forte
Sentir o mar,
Na nossa voz,
Chorar como quem sonha
Sempre navegar
Nas velas rubras deste amor
Ao longe a barca louca perde o norte.
Ammore mio
Si nun ce stess’o mare e tu
Nun ce stesse manch’io
Ammore mio
L’ammore esiste quanno nuje
Stamme vicino a Dio
Ammore

No teu olhar
Um espelho de água
A vida a navegar
Por entre sonho e a mágoa
Sem um adeus sequer.
E mansamente,
Talvez no mar,
Eu feita em espuma encontre o sal do
Teu olhar,
Voga ao de leve, meu amor
Ao longe a barca nua a todo a pano.

Ammore mio
Si nun ce stess’o mare e tu
Nun ce stesse manch’io
Ammore mio
L’ammore esiste quanno nuje
Stamme vicino a Dio
Ammore
Ammore mio
Si nun ce stess’o mare e tu
Nun ce stesse manch’io
Ammore mio
L’ammore esiste quanno nuje
Stamme vicino a Dio

:(

 Vou outra vez falar daquele país, pequenino, lindo e ensolarado situado na Península Ibérica e banhado pelo oceano Atlântico. Basta olharmos á nossa volta  para verificarmos que isto não é mais do que uma república das bananas. E prestar um pouco mais de atenção para termos mesmo a certeza disso. As bananeiras andam lá para os lados de Lisboa. O resto é o bananal…Vejamos:Estamos a chegar a um parque de estacionamento de um centro comercial, aí vamos, devagarinho tentando descobrir um lugarzito vago, e… aí está, vai ser mesmo aqui. Íamos… pois aquele senhor muito simpático viu que tencionávamos estacionar, mas precipitou-se a por lá o carro. Ficamos boquiabertos e o senhor com um ar altivo ainda pergunta se temos algum problema. Pois, eu até tenho… deve ser a boa educação.  Ora vamos lá dar uma voltinha pelo centro comercial, ao domingo. Vamos? Bem… eu não vou. Fico por aqui a apreciar. É que me faz um bocadinho de confusão, os espaços fechados apinhados de gente. Já repararam nas vestimentas? Ou é a roupa emproada de domingo ou o fato de treino para descontrair. E as birras das crianças e de alguns adultos?Certo dia estava eu num hipermercado, e não foi num domingo de certeza, com ideia de comprar uvas, quando me deparo com este espectáculo caricato e hilariante ao mesmo tempo: Ora, uma senhora muito bem vestida e mal pintada (nunca percebi grande coisa de maquilhagem), com uma voz um tanto ao quanto estridente segurando um telemóvel entre a orelha e o ombro, esparramada sobre o balcão onde estavam as uvas, não cedendo a ninguém um espacinho para vislumbrar as mesmas e mexeu, remexeu e voltou a mexer em todos os cachos existentes. Um senhor pediu: “com licença” e a dita indignou-se toda… afinal havia mais fruta por ali. Não eram uvas, mas pronto. Acabei por desistir de comprar as uvas, porque depois de tanto movimento com as mãos da senhora, já não me apeteceu comprar.   Sabem o que é estar numa fila de supermercado com um único artigo nas mãos tendo à nossa frente uma família ruidosa, com um carro apinhado de compras, que nos olha com desdém, como quem diz: “eu estou à frente, aguenta-te!” …olhem! Vejam lá se perdem o comboio que vai para um lugar onde haja cortesia. Já tinha dito que o telemóvel é um objecto fundamental para o português. E os toques?? Hahaha, são delirantes, não acham? Há de tudo, músicas pimbas, rock estranho, bebés a chorar, animais a berrar, ruídos que se confundem com sirenes, explosões, barulhos estranhos, outros da natureza… Haja paciência. Desliguem isso ou então ponham no silêncio.  Sim, porque de vez em quando passam uns carros por nós, qual discoteca ambulante, a romper o pouco silêncio ainda existente. E já repararam nos penduricalhos que as pessoas colocam no espelho retrovisor? Faz-me lembrar o pai natal a trepar pelas janelas…Devia ser proibido, porque faz mal á vista. Haja bom gosto. E porque será que quando está nevoeiro, durante o dia, quase nenhum automobilista liga os faróis de nevoeiro… e muitas vezes nem sequer os médios ? Estranho… haja inteligência. Deixa-me ver se encontro outra coisa que não podemos vender: sim! A nossa gastronomia, as praias e o sol. Mas… acho que temos qualquer coisa idêntica por perto. Aaaaah… não podemos vender o nosso café. É maravilhoso. Esse é mesmo inigualável. Exportamos sem vender, pode ser?   

Diz que sim, que os sonhos são para quem está a dormir – Esta frase faz parte de um anúncio publicitário e chamou-me a atenção.Esta frase intriga-me um bocado, porque eu acho que sonho mais vezes quando estou com os olhos abertos. Quando descanso no sofá, me deito na cama, quando passeio pelas ruas e quando ouço a minha música.Falo dos sonhos que gostávamos de concretizar. Aqueles que aspiramos um dia talvez atingir. Embora aqueles que temos inconscientemente, nos digam algo sobre nós. Assim como os pesadelos. Então porque esbarramos literalmente com a razão quando sonhamos acordados? Deve ser porque vivemos grande parte do tempo a sonhar acordados e a nossa percepção racional tem argumentos pouco convincentes face á nossa irracionalidade. Deve ser porque pensamos, como se estivéssemos numa conferência perante o mundo inteiro, que afinal, são apenas coisas inatingíveis, fora do nosso alcance. E digam-me lá se nunca sonharam algo atingível … pois é, mas realizar, ou pelo menos tentar dá que pensar, não é? E muitas noites sem dormir (e consequentemente sem sonhar). E o ser humano que geralmente é um pouco mais comodista do que devia, prefere deixar-se estar no canto, porque é mais seguro.Uma vez tive um sonho, daqueles que se tem quando se está a dormir, em que corria numa cidade desconhecida, ao longo das ruas cheias de gente e onde ninguém parecia prestar atenção, como se estivesse a fugir do diabo, mas se bem me lembro, nada vinha atrás de mim. Fugia (?) não sei de quê. Lembro-me muitas vezes desse sonho e ainda não descobri o que representa. Os “sonhos de olhos abertos” como eu lhe chamo, são bem mais compreensíveis e estruturados e por isso são para nós como um quebra-cabeças para os quais não temos paciência, disponibilidade ou desculpa para os realizar. Ou será apenas medo?Pois… diz lá: sim, os sonhos são apenas para alguns que estão a dormir. Os outros estão apenas a ter coragem para viver. Melhor do que aqueles que passam a vida a sonhar enquanto dormem.

Eles não sabem que o sonho

é uma constante da vida

tão concreta e definida

como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta

em que me sento e descanso,

como este ribeiro manso

em serenos sobressaltos,

como estes pinheiros altos

que em verde e oiro se agitam,

como estas aves que gritam

em bebedeiras de azul.

eles não sabem que o sonho

é vinho, é espuma, é fermento,

bichinho álacre e sedento,

de focinho pontiagudo,

que fossa através de tudo

num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho

é tela, é cor, é pincel,

base, fuste, capitel,

arco em ogiva, vitral,

pináculo de catedral,

contraponto, sinfonia,

máscara grega, magia,

que é retorta de alquimista,

mapa do mundo distante,

rosa-dos-ventos, Infante,

caravela quinhentista,

que é cabo da Boa Esperança,

ouro, canela, marfim,

florete de espadachim,

bastidor, passo de dança,

Colombina e Arlequim,

passarola voadora,

pára-raios, locomotiva,

barco de proa festiva,

alto-forno, geradora,

cisão do átomo, radar,

ultra-som, televisão,

desembarque em foguetão

na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida,

que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança.

(António Gedeão)

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