Arquivos Mensais: Março 2008

I have not been home since you left long ago
Im thumbing my way back to heaven
Counting steps, walking backwards on the road
Im counting my way back to heaven
I cant be free with whats locked inside of me
If there was a key, you took it in your hand
Theres no wrong or right, but Im sure theres good and bad
The questions linger overhead
No matter how cold the winter, theres a springtime ahead
Im thumbing my way back to heaven
I wish that I could hold you
I wish that I had
Thinking bout heaven
I let go of a rope, thinking thats what held me back
And in time Ive realized, its now wrapped around my neck
I cant see whats next, from this lonely overpass
Hang my head and count my steps, as another car goes past
All the rusted signs we ignore throughout our lives
Choosing the shiny ones instead
I turned my back, now theres no turning back
No matter how cold the winter, theres a springtime ahead
I smile, but who am I kidding?
Im just walking the miles, every once in a while Ill get a ride
Im thumbing my way back to heaven
Thumbing my way back to heaven
Im thumbing my way back to heaven…

Recentemente ouviu-se falar de mais um caso que relançou o debate sobre a eutanásia na França. A francesa Chantal Sébire, pediu à justiça o direito de morrer. 

 Esta mulher tinha um tumor nasal incurável que lhe provocava dores insuportáveis  que lhe desfiguraram o rosto e causaram cegueira. Quando se dirigiu aos tribunais para pedir que lhe fosse aplicada a eutanásia activa, o seu pedido foi recusado.

A legislação francesa permite aos médicos dar remédios aos doentes que solicitarem até que entrem em coma e, nesse estado, aguardar a morte, mas não autoriza a aplicação da eutanásia activa.

 No dia 19 do corrente mês, esta mulher, como era da sua vontade, pôs fim á sua própria vida, ingerindo uma dose excessiva de barbitúricos.

Quando o fim é acompanhado de sofrimento, degradação que ultrapassa todos os limites e há uma vontade inequívoca de abreviar a dor, a agonia e a angústia que não tem a mais remota hipótese de se tornar reversível, porquê continuar?

 A eutanásia permite a morte com dignidade quando toda a esperança se apagou e o próprio recusa a vida. Quem são os outros para o impedir?

A religião quer impor condutas universais, a quem só os crentes deviam obedecer.

Falsas moralidades, hipocrisias, egoísmo e principalmente uma falta de amor verdadeiro pelo outro, impede que a eutanásia seja praticada, com a desculpa de um amor infinito e de que há alguém superior à humanidade que dita quando alguém deve ou não morrer.

Não se deve prolongar o sofrimento de quem amamos, por querermos apenas tê-lo presente, quando a réstia de esperança morreu.

E como disse Rámon Sampedro:

” … nunca me hão-de fazer crer com os seus fundamentos de direito que proteger a vida humana contra a vontade pessoal é um acto nobre, racional, humano, justo e bom. E não é porque não tente entendê-los, é porque quanto mais conheço, mais absurdas são as razões deles…”

8 de Março de 2008 – Pavilhão Atlântico – Lisboa

Estas são curiosidades pessoais do melhor concerto da minha vida.

A “caixinha” dos bilhetes – aquela que eu fiz para uma amiga que me acompanhou no concerto. Onde o bilhete do concerto estará guardado.

Antes do início do concerto, os ruídos, que penso serem o som de uma baleia e que fazem parte de uma música da banda.

“Plain song” – a entrada que me arrepiou com o som que nunca esquecerei.

O rapaz alto que estava – precisamente - à minha frente no meio da multidão e a quem pedi gentilmente que se desviasse um pouco. Foi simpático e assim o fez. Porém já o concerto passava do meio, sentiu-se mal e teve de sair. 

Alguém que estava atrás de mim e tinha um assobio tão agudo que me obrigava a tapar os ouvidos.  

O candeeiro de lava… lindo. Estava ali para decorar ou seria uma peça de um dos elementos da banda?

A foto de uma criança (filha de algum elemento da banda) e um desenho de criança colados no amplificador que se encontrava no palco. 

E antes que me esqueça… alguém que era para vir fazer-nos companhia e que ficou algures perdido na multidão.

O olhar do Robert Smith. Sim, ele olhava nos olhos das pessoas enquanto se aproximava das primeiras filas da assistência que estava ao rubro. Posso pensar ou estou a imaginar que olhou para mim. Não estou a ser modesta, mas ficou-me na memória. Ilusão ou imaginação? 

“Uma pessoa é um mistério, duas, com um abismo pelo meio, uma prodigiosa contradição.(…) Afinal, não sabemos como procurar, nem onde encontrar, nem, afinal, sabemos o que procurar. Somos assim, tão perdidos, que nos agarramos sem sequer poder tocar.(…)”

Pedro Paixão – Viver todos os dias cansa

Mighty heart é um filme que nos mostra a luta de Mariane Pearl (Angelina Jolie)  na procura do seu marido Daniel Pearl (Dan Futterman) , jornalista do Wall Street Journal raptado em Karachi, no Paquistão em 2002 por alegados apoiantes de Omar Sheikh com ligações à Al Qaeda.

 Um filme que evoca a esperança, o amor, a felicidade e a perda.

Na minha opinião, a não perder.

A way to my soul today…

Silence…

How curious is the silence between us.

Took the time to stop and look up tonight.
It seems it’s been a while…
Forgot how inspiring and inviting the stars are.
One star in particular drew in most of my attention.
Kind of made the rest fade into the background.
I knew they were still there just didn’t put as much focus into them.
But what’s a night sky with only one star?
You get no constellations…No feeling like you belong…
Just a bright spot amongst emptyness.
You need the other stars there.
Every once and a while a star or two will fade away…
Don’t focus on these, focus on all the ones that are there…
Enjoy them all as a whole, pick certain ones out at a time, whichever…
But always keep that bright one in your mind for when you lose your way…
Or need some extra inspiration…
Or just someone to talk to…
Everyone needs their own constellations…

Nunca ninguém é completamente feliz… 

Dizem que se dividirmos a realidade pela expectativa , obtemos um quociente de felicidade. Mas quando invertemos a equação – a expectativa dividida pela realidade – não obtemos o oposto da felicidade. Obtemos a esperança.

Considerando que a realidade é uma constante, a expectativa tem de ser maior do que a realidade para criar o optimismo. Uma pessoa que esteja feliz, não teria assim muita necessidade de alterar a esperança.

Será que as pessoas felizes podem deixar de ter esperança, será que os infelizes podem desistir de qualquer expectativa de que as coisas podem sempre melhorar?

Há uma diferença entre aquilo que nos faz felizes e o que não nos faz infelizes. Será que as confundimos?

 Alguém me disse que tinha uma equação própria, que é : felicidade é igual a inocência mais imaginação a dividir pela sabedoria.

Para mim, que não sei bem definir felicidade, direi que é aquilo que nos faz felizes e não aquilo que não nos deixa infelizes.

E podem bem ser pequenas coisas. Tudo junto, compõe uma música que definiria como felicidade. Aquilo que sempre buscamos e nunca alcançamos, devido à própria condição humana : a permanente insatisfação.

Mas quando um sorriso nos foge dos lábios, enquanto perdemos aquilo a que chamamos esperança, podemos dizer que temos aí uma parte do que pode ser a felicidade.

Não exigir tanto de nós nem dos outros, dar mais do que receber e partilhar o que quer que seja (nem que pareça uma insignificância) pode fazer-nos mais felizes.

Se é que isso existe…

 

Gosto

De olhar a noite e ver a lua.

Das estrelas e constelações. Das cadentes.

Do negro do céu e do silêncio.

Do vento, da chuva e das tardes mornas,

Do orvalho nas folhas das árvores…

de ti.

Gosto

Do mar salgado e do barulho das ondas

Da areia molhada e da espuma das palavras.

Das estrelas do mar…

de ti.

Gosto

Da melodia da  voz 

Do silêncio que escuto

Dos sonhos

Da magia

Do encanto…

de ti.

Gosto…

 

Cai a tarde, dentro e fora,
E agora, ao cair da tarde,
frio, caminho, por fora,
face estranha à tarde que arde
na hora que cai agora.
Adeus, tarde. Vou-me embora
antes que seja mais tarde.
Não quero ser leão covarde:
quando tem dentes, devora,
quando os não tem, geme e chora,
anjo falso que se inflora
à hora em que cai a tarde.
Oh não quero! Vou-me embora
antes que seja mais tarde.
Para quê sentir agora
se agora é a hora da tarde?
Não há nada que nos guarde,
nem defenda nem resguarde
do que na hora é outrora.
Chora, chora, chora, chora.
Não chores mais. Vai-te embora
antes que seja mais tarde.

António Gedeão, Movimento Perpétuo – 1956