Eddie…
Eddie…
Ando um bocado desconfiada de que o próximo álbum de Coldplay, que está prestes a sair da forma, não seja bem o que estamos habituados ao que esta banda nos trouxe no passado.
O título é algo duvidoso: “Viva la vida”… desculpem lá mas só me faz lembrar Ricky Martin… viva la vida loca. E isto não me lembra nada de bom.
“Viva la vida or death and all his friends”… não é muito melhor.
Depois de três anitos de silêncio, vão mostrá-lo aos restantes mortais em Barcelona. O CD foi produzido por Brian Eno, que já trabalhou com U2 e David Bowie . O trabalho tem o seguinte alinhamento:
1. Life In Technicolor
2. Cemeteries Of London
3. Lost!
4. 42
5. Lovers In Japan/Reign Of Love
6. Yes
7. Viva La Vida
8. Violet Hill
9. Strawberry Swing
10. Death And All His Friends
Embora esteja curiosa por ouvir, não me soa que seja tão genial e envolvente como os anteriores e temo que músicas como “Swallowed in the sea”, “ Warning sign” e ” The scientist” façam parte de um passado que infelizmente não iremos rever neste “Viva la vida” …
Fica a dúvida. Afinal sempre gostei de Coldplay. Vamos ver se não me desiludem.
Podia enumerar umas dezenas de coisas que fazem parte de mim. Mas hoje apetece-me escrever sobre coisas incomuns, coisas que nem todos apreciam e que eu, por ser tão igual e tão diferente dos outros, simplesmente adoro.
A música. Faz parte da minha vida. Às vezes sobra muito silêncio, mas diria que existem umas quantas bandas sonoras para episódios que vivi. Não consigo imaginar o “meu mundo” sem música, e acho que é uma das melhores invenções do Homem. Se não mesmo a mais genial, a mais unificadora e a que mais emoções deixa transparecer. E quanto a música, gosto de muitos géneros e de muitas vozes, embora umas quantas vozes me façam crer que existe magia. Há músicas que são como um bálsamo para a alma. Nestas incluo as minhas favoritas. Pronto: a minha adoração é Pearl Jam… mas isto já sabiam.
O mar. Porque tudo é um mar de silêncio e porque afinal de contas a música é apenas um recife de coral no meio do ruído. Gosto do mar pela sua imensidão, pelas suas cores. Pelo cheiro. Pela paz que me transmite. Pelas ondas e pela espuma, pelo sal que deixa na pele, pela liberdade. Felizmente vivo num país que tem oceano como fronteira. E vale a pena parar para olhar para ele, nem que seja apenas para te ver.
O céu nocturno. Onde vivo tenho uma visão comtemplativa do céu. Estrelas, constelações, lua. Já viram uma estrela cadente? Como a música e o mar, também tem magia. E mesmo que esteja distraídamente a olhar para o céu, perco a noção de espaço e de tempo. Deviam tentar, vale a pena.
O desenho. Desenhar o que me apetece, o que vejo e o que não vejo. Sempre a lápis, a preto. E eu que recebo quase semanalmente desenhos da minha “princesa”, penso que as crianças fazem desenhos maravilhosos. E que desenhar é uma forma de comunicar, uma forma de nos mostrarmos ao mundo pelas nossas mãos.
A imaginação. A alegria.
A palavra de amizade, de amor, o dar sem pedir nada em troca, o sorrir sem razão nenhuma e por todas as razões. Temos todo o tempo do mundo e a natureza perante o olhar mais distraído, temos uma vida e muitas formas de a viver…




“They said you need to play it better, they said just sing like Eddie Vedder…”

“[...]reclama o direito de dispores de ti, concentra e aproveita todo o tempo que até agora te era roubado, te era subtraído, que te fugia das mãos. Convence-te de que as coisas são tal como as descrevo: uma parte do tempo é-nos tomada, outra parte vai-se sem darmos por isso, outra deixamo-la escapar. Mas o pior de tudo é o tempo desperdiçado por negligência. Se bem reparares, durante grande parte da vida agimos mal, durante a maior parte não agimos nada, durante toda a vida agimos inutilmente [...]“
(For someone who recommend me the movie: Big fish. Thank you…)

Li este livro há já muito tempo.
Quero partilhar um excerto do livro de Susanna Tamaro que nos faz compreender as dificuldades e barreiras que nós próprios colocamos nas nossas relações quotidianas com os outros.
“(…) Sabes qual é o erro que cometemos sempre? Acreditar que a vida é imutável, que, mal escolhemos um carril, temos de o seguir até ao fim. Contudo, o destino tem muito mais imaginação do que nós… Precisamente quando se pensa que se está num beco sem saída, quando se atinge o cúmulo do desespero, com a velocidade de uma rajada de vento tudo muda, tudo se transforma, e de um momento para o outro damos por nós a viver uma nova vida.
Se, esteja onde estiver, arranjar maneira de te ver, só ficarei triste, como fico triste sempre que vejo uma vida desperdiçada, uma vida em que o caminho do amor não conseguiu cumprir-se.
Tem cuidado contigo. Sempre que à medida que fores crescendo, tiveres vontade de converter as coisas erradas em certas, lembra-te que a primeira revolução a fazer é dentro de nós próprios, a primeira e a mais importante. Lutar por uma ideia sem se ter uma ideia de si próprio é uma das coisas mais perigosas que se pode fazer.
Quando te sentires perdida, confusa, pensa nas árvores, lembra-te da forma como crescem. Lembra-te que uma árvore com muita ramagem e poucas raízes é derrubada à primeira rajada de vento, e que a linfa custa a correr numa árvore com muitas raízes e pouca ramagem. As raízes e os ramos devem crescer de igual modo, deves estar nas coisas e estar sobre as coisas, só assim poderás dar sombra e abrigo, só assim, na estação apropriada, poderás cobrir-te de flores e de frutos.
E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera.
Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai onde ele te levar (…)”
I wanna shake, I wanna wind out
I wanna leave this mind and shout
I’ve lived all this life
like an ocean in disguise
I don’t live forever
you can’t keep me here…
I wanna race with the sundown
I want a last breath that i don’t let out
forgive every being
the bad feelings, it’s just me
I won’t wait for answers
you can’t keep me here…
I wanna rise and say a-goodnight
I wanna take a look on the other side
I’ve lived all these lives
It’s been wonderful at night
I will live forever
you can’t keep me here…
Não sei porque estou a pensar nisto agora. Deixei de querer encontrar uma razão. Se é que ela existe. Não compreendo o que aconteceu para estarmos assim, aqui, agora.
Não me digas que perdeste a capacidade de sonhar – dizes-me tu.
Não… essa capacidade não se perde, é apenas a banalidade da vida a fazer-nos esquecer.
Que cara é essa?
Qual cara?
Essa, a tua.
É esta, a minha. A única que tenho.
Não, tu sabes sorrir. Ficas diferente. É do olhar… tu sabes.
O que vês ou o que não consegues ver?
Quem me conhece demasiado bem, não precisa das minhas palavras para perceber como estou. Sabes quando te ris e estás a chorar por dentro?
É isso mesmo. Quem me conhece diz que tenho um olhar triste a contrastar com um sorriso nos lábios. E eu sei sem deixar ninguém compreender. A vida é mesmo assim, deixamos passar tudo ao lado. Dizemos adeus ao que mais queremos e encontramo-nos todos os dias com o que dispensávamos perfeitamente.
Perdeste a capacidade de sonhar.
Não… estou apenas distraída.
Esqueci-me do que diz o poeta : “o sonho comanda a vida…”
Vá lá. Tu sabes que sim. Que o sonho comanda a vida. Só não nos esforçamos muito por o alcançar.
Olha… ficas comigo, mesmo que não estejas aqui?
E podia eu ficar noutro lado?…