Arquivos Mensais: Agosto 2008

“Preocupa-te mais com a tua consciência do que com a tua reputação. Porque a consciência é o que tu és e a tua reputação o que os outros pensam de ti.”

Quem me conhece diz que sou “defensora dos animais”. Tenho uma ternura especial por eles. Prefiro os cães enquanto animais domésticos. Tenho um lindo labrador preto, que considero ser parte da família e que é tratado da melhor forma possível.

Por isso entristece-me ver animais a vaguear pelas ruas. Agora que chegou o Verão, parece que se pode levar tudo menos o animal que até ali deu carinho e atenção ao dono, que lhe foi fiel e que apenas pedia festas e brincadeiras. Leva-se tudo e abandona-se quem não fez mal nenhum ao dono para ser abandonado à sua sorte, que normalmente não é mesmo nenhuma e estes animais acabam por morrer à fome ou à sede ou então serão abatidos num qualquer canil.

Pergunta: Que tipo de pessoa é esta que abandona um animal? Podia dar-lhe alguns nomes, mas a sua insignificância resume-se apenas a esta linha.

 Ao contrário do que pensam aqueles que têm défice de inteligência, os animais têm sentimentos. Por isso vibram de alegria quando vêem os seus donos, agradecem silenciosamente uma taça de água limpa e outra de comida (que se apresente), compreendem quando as pessoas estão tristes e não lhe pedem nada em troca.

COMO PODEM ABANDONÁ-LOS PARA IREM DE FÉRIAS???

Há também uma outra face da mesma moeda. Há animais que são maltratados, torturados, deixados à sua sorte e à sua morte por pessoas a quem se aplicaria melhor o termo que eles têm: animais. São amarrados com correntes e deixados a morrer à sede e fome, são usados em lutas entre cães, são pontapeados por umas bestas que se lembram de vez em quando de o fazer, são deitados em caixotes de lixo como se disso se tratassem, são deixados em auto estradas por caçadores que acham que estes não servem para mais nada, são mutilados por pessoas sem escrúpulos. São torturados sem terem feito nada para o merecer.

As pessoas pensam que um animal é um objecto, de usar e deitar fora, que pode ser abandonado quando não corresponde às expectativas, ou quando afinal é grande demais para ficar em casa, ou quando deixa de ser bébé e torna-se um estorvo.

Se neste país existissem leis que realmente protegessem os animais das pessoas que se consideram aptas a ter um animal de estimação, estas seriam severamente punidas quando os abandonassem. Mas um país que não protege bem as pessoas, muito menos protege os animais.

Porque não se põem no lugar do animal e tentam só imaginar o que seria serem abandonados e maltratados? Porque não sentem remorsos? Porque… deixem-me adivinhar: bem, não vale a pena. Escrúpulos. Sabem o que é??

Bem me parecia que não.

Disobey my own decisions
I deserve all your suspicions
First it’s yes and then it’s no
I dilly-dally down to you, oh
But I’ve got no secrets that I battle in my sleep
I won’t make promises to you that I can’t keep

And you know that I love you
Here and now, not forever
I can give you the present
I don’t know about the future
That’s all stuff and nonsense

I once lived for the future
Everyday was one day closer
Greener on the other side
Yes I believe before I met you
But I soon learned your love burned
Brighter than the stars in my eyes
Now I know how and when
I know where and why

And you know that I love you
Here and now not forever
I can give you the present
I don’t know about the future
That’s all stuff and nonsense …

Can you imagine…

a moment better than this?

“Costumo responder, normalmente, a quem me pergunta a razão das minhas viagens: que sei muito bem daquilo que fujo e não aquilo que procuro.”

Michel de Montaigne 

Todos devíamos ter pelo menos uma possibilidade na vida, de poder fazer uma viagem pelo interior de nós próprios. Reflectir e escutar a voz interior.

Devíamos parar um pouco no tempo. Perguntar o porquê das coisas, pensar porque escolhemos um caminho em detrimento de outro. Reflectir sobre o que uma simples atitude muda toda uma vida, e quando estamos a vivê-la, nem sequer damos conta da sua importância. Cada decisão acarreta outras tantas e a maioria das vezes tomámo-las inconscientemente.

Devíamos pensar porque gostamos tanto de determinadas coisas e não de outras. Porque criticamos atitudes que vão contra os nossos princípios, porque rimos de determinadas situações e porque choramos quando outros não vêem motivo para isso.

Devíamos parar para pensar porque há algumas coisas na vida que não dispensamos e outras tantas que nos dão prazer. O porquê de alguém ser tão especial, tão diferente e tão igual a nós. O porquê de conseguirmos falar sem palavras, de rir sem um rasgo de expressão, de chorar sem uma lágrima.

Aquilo a que normalmente não atribuímos grande importância: algumas palavras, alguns silêncios são por vezes os mais importantes. Quando aprendermos a escutar o silêncio e a falar através dele podemos realizar aquilo a que eu chamo de viagem interior.

 

And I’d give up forever to touch you
‘Cause I know that you feel me somehow
You’re the closest to heaven that I’ll ever be…